Thursday, March 26, 2009
Wednesday, February 4, 2009
Nostalgia
And then she comes again like if the world was her playground
Ingenuity, purity, security
Thrown to the depts of hell by her
Go away life, and take time with you.
--
Como as memórias são viciantes...
Como as lembranças nostálgicas são aliciantes
Como a vida passada parece sempre melhor que a de agora
Como qualquer tempo anterior parece bem melhor que esta hora
Tempos antigos onde as lágrimas não eram lágrimas
Mas sim meras jóias salgadas
Que escorriam para a língua a fim de nos deliciar
De nos compensar pelo motivo por que estávamos a chorar
Agora, lágrimas?
Por vezes penso que já nem existem
Não há tempo e sinceramente não há vontade
De sequer chorar de infelicidade
Tempos em que uma janela aberta não era fonte
De geladas correntes de ar
Mas sim janelas abertas ao mundo do sonhar
Em que o céu negro era enigmático
Em que estrelas eram bolas de luz mágicas
E não gases em combustão num qualquer sistema galáctico.
Vidas finitas. Mesmo não tendo acabado
Um qualquer momento já envelhecido
Esquecido para nunca mais ser lembrado
Uma pessoa, duas, uma multidão
Vozes perdidas
E o barulho do nosso próprio coração
Pulsações efémeras
Antes custavam tanto a encontrar
Agora até já decorámos o sítio onde as temos que procurar
Os mistérios da existência
Mecânicamente explicados
Aborrecimento eterno
Tragam-me de volta os meus dilemas passados
O tecto da minha casa
Que antes tinha um branco infinito
Agora apenas tem lascas
A estragar-me a visão
Lascas essas
As lascas na minha recordação
Os choros desalmados
Por objectos enpreçados
Numa qualquer prateleira de loja
Esses choros perdidos e sem razão
Para lavar a cara
E os lençóis do meu colchão
A vontade de chegar onde não chegava
De dar um salto maior que eu
Agarrar-me em algo que cai
E gritar "não fui eu!"
Agora sou grande demais
E sempre que algo cai
(ou atiro algo de propósito)
Ninguém acredita que fui eu.
E só passaram 16 anos de existência
Continuará o tempo com esta insistência
De retirar os momentos de reflexão
Deixar apenas as correrias desenfreadas
As sensações de inutilidade
E os momentos de mais pura perdição?
Espero que não.
(Alice, em breve falo sobre o desafio que me enviaste)
Ingenuity, purity, security
Thrown to the depts of hell by her
Go away life, and take time with you.
--
Como as memórias são viciantes...
Como as lembranças nostálgicas são aliciantes
Como a vida passada parece sempre melhor que a de agora
Como qualquer tempo anterior parece bem melhor que esta hora
Tempos antigos onde as lágrimas não eram lágrimas
Mas sim meras jóias salgadas
Que escorriam para a língua a fim de nos deliciar
De nos compensar pelo motivo por que estávamos a chorar
Agora, lágrimas?
Por vezes penso que já nem existem
Não há tempo e sinceramente não há vontade
De sequer chorar de infelicidade
Tempos em que uma janela aberta não era fonte
De geladas correntes de ar
Mas sim janelas abertas ao mundo do sonhar
Em que o céu negro era enigmático
Em que estrelas eram bolas de luz mágicas
E não gases em combustão num qualquer sistema galáctico.
Vidas finitas. Mesmo não tendo acabado
Um qualquer momento já envelhecido
Esquecido para nunca mais ser lembrado
Uma pessoa, duas, uma multidão
Vozes perdidas
E o barulho do nosso próprio coração
Pulsações efémeras
Antes custavam tanto a encontrar
Agora até já decorámos o sítio onde as temos que procurar
Os mistérios da existência
Mecânicamente explicados
Aborrecimento eterno
Tragam-me de volta os meus dilemas passados
O tecto da minha casa
Que antes tinha um branco infinito
Agora apenas tem lascas
A estragar-me a visão
Lascas essas
As lascas na minha recordação
Os choros desalmados
Por objectos enpreçados
Numa qualquer prateleira de loja
Esses choros perdidos e sem razão
Para lavar a cara
E os lençóis do meu colchão
A vontade de chegar onde não chegava
De dar um salto maior que eu
Agarrar-me em algo que cai
E gritar "não fui eu!"
Agora sou grande demais
E sempre que algo cai
(ou atiro algo de propósito)
Ninguém acredita que fui eu.
E só passaram 16 anos de existência
Continuará o tempo com esta insistência
De retirar os momentos de reflexão
Deixar apenas as correrias desenfreadas
As sensações de inutilidade
E os momentos de mais pura perdição?
Espero que não.
(Alice, em breve falo sobre o desafio que me enviaste)
Thursday, January 29, 2009
Como se fosse
Como se fosse bem verdade
Tudo o que mentira é
Como se fosse honestidade
Acreditar em algo por falsa fé
Como se fosse extrema violência
Dizer algo de tão banal
Que as fronteiras da paciência
Explodem de raiva descomunal
Como se fosse raiva arte
Numa pintura do viver
Como se placidez provocasse enfarte
Aí já eu estaria a morrer
Como se fosse lágrima água
Sem paciência para escorrer
Como se nos pudesse matar também a mágoa
Deduzo que assim não iria eu morrer
Como se fosse eu gelar o inferno
Com um bafo de calorosa lógica
Como se fosse uma brisa de Inverno
A minha aula mais pedagógica
Como se fosse eu um desalmado incerto
Assim não teria a certeza
Se estou longe ou mais perto
De aferir a minha própria pureza
Como se fosse uma palavra um beijo
Dado na boca da desilusão
Como se simples frases escritas
Conseguissem destroçar um coração
Tudo o que mentira é
Como se fosse honestidade
Acreditar em algo por falsa fé
Como se fosse extrema violência
Dizer algo de tão banal
Que as fronteiras da paciência
Explodem de raiva descomunal
Como se fosse raiva arte
Numa pintura do viver
Como se placidez provocasse enfarte
Aí já eu estaria a morrer
Como se fosse lágrima água
Sem paciência para escorrer
Como se nos pudesse matar também a mágoa
Deduzo que assim não iria eu morrer
Como se fosse eu gelar o inferno
Com um bafo de calorosa lógica
Como se fosse uma brisa de Inverno
A minha aula mais pedagógica
Como se fosse eu um desalmado incerto
Assim não teria a certeza
Se estou longe ou mais perto
De aferir a minha própria pureza
Como se fosse uma palavra um beijo
Dado na boca da desilusão
Como se simples frases escritas
Conseguissem destroçar um coração
Tuesday, January 20, 2009
The sad little boy
He is a sad little boy with a sad little mind that thinks his sad little soul is the saddest little thing you can find. Well the sad little boy never knew the truth because wherever he did go everyone just acted brute.
When the sad little boy went back to his sad little room he felt like the saddest little boy in this sad little world's gloom. In a next sad little day the sun was up and bright and no sad little rain drops were near his sight. What a happy little day thought the sad little boy without any words more to describe his heart so sore... The sad little boy's sad little sore heart couldn't be healed by the happy little sun up on the sky shinning bright. What to do, what to do, thought the little sad boy maybe a little much too trough. He decided to walk outside where not even the saddest little miseries couldn't find a place to hide.
As he puts his sad little foot outside his sad giant house he notices a happy little girl chasing a cat chasing a mouse. He laughs and laughs with his sad little mouth making the brilliant noise of his now happy little voice.
The sad little boy was now a happy little boy chasing with happy little steps a happy little girl.
The mouse is the one caught in the middle all he wanted was to eat some cheese and maybe solve a random riddle!
There goes the sad little mouse running as fast as he can away from the angry freaky cat who's being chased by a happy little girl chased by a happy and little boy.
When the sad little boy went back to his sad little room he felt like the saddest little boy in this sad little world's gloom. In a next sad little day the sun was up and bright and no sad little rain drops were near his sight. What a happy little day thought the sad little boy without any words more to describe his heart so sore... The sad little boy's sad little sore heart couldn't be healed by the happy little sun up on the sky shinning bright. What to do, what to do, thought the little sad boy maybe a little much too trough. He decided to walk outside where not even the saddest little miseries couldn't find a place to hide.
As he puts his sad little foot outside his sad giant house he notices a happy little girl chasing a cat chasing a mouse. He laughs and laughs with his sad little mouth making the brilliant noise of his now happy little voice.
The sad little boy was now a happy little boy chasing with happy little steps a happy little girl.
The mouse is the one caught in the middle all he wanted was to eat some cheese and maybe solve a random riddle!
There goes the sad little mouse running as fast as he can away from the angry freaky cat who's being chased by a happy little girl chased by a happy and little boy.
Saturday, December 20, 2008
A dançar com o Diabo
A dançar com o Diabo,
Sem olhar para trás.
A rir-me no Inferno,
Ao lado de Satanás.
A contrariar este mundo,
Que tem simplesmente demasiada bondade...
A odiar a perfeição
Que existe em excessividade.
Quero os defeitos,
Tragam essas incongruências!
Tragam os ódios, os enganos, as mentiras,
Tragam vinganças alheias, todas essas as maleficências.
Porra, tragam o sangue!
Não quero paz, paz é aborrecido!
Deixem-me rir do mal... Do anormal
Deixem-me parar de estar adormecido!
Deixem-me andar sempre divertido, mas também irritado
Deixem-me rir dos bons, da perfeição
Deixem-me estar com o bem indignado!
A dançar com o demónio,
A gargalhar desdenhosamente.
A causar o pandemónio,
Enquanto sorrio carinhosamente.
Rituais, rezas, estrelas e números demoníacos...
Inutilidades para chamar a atenção.
Quando para ser idiota,
Apenas basta um sorriso com segunda intenção.
Vamos todos agir mal,
Vamos todos ser o pior que pudermos!
Vamos agir o pior possível,
Magoar toda a gente que quisermos!
Vamos dar um motivo para o inferno sorrir!
Vamos fazer mais um ou dois anjos cair.
Vamos quebrar esta triste monotonia,
Vamos criar caos com a mais perfeita alegria!
E não venham os puristas
Criticar-me por ter falado no Diabo
Deixem as minhas fixações em paz.
Cada um faz o que faz,
Cada um escreve o que escreve,
Cada um pensa o que pensa.
Não quero saber se vou para o inferno ou para o paraíso,
Pois nenhum deles existe.
Deixem-se de ideias parvas!
Apenas ganhem juízo.
Deus são vocês,
Diabo são vocês,
O céu somos nós
Assim como somos o inferno.
Tudo depende das nossas acções
Todo o mal vem dos nossos próprios corações.
Sem olhar para trás.
A rir-me no Inferno,
Ao lado de Satanás.
A contrariar este mundo,
Que tem simplesmente demasiada bondade...
A odiar a perfeição
Que existe em excessividade.
Quero os defeitos,
Tragam essas incongruências!
Tragam os ódios, os enganos, as mentiras,
Tragam vinganças alheias, todas essas as maleficências.
Porra, tragam o sangue!
Não quero paz, paz é aborrecido!
Deixem-me rir do mal... Do anormal
Deixem-me parar de estar adormecido!
Deixem-me andar sempre divertido, mas também irritado
Deixem-me rir dos bons, da perfeição
Deixem-me estar com o bem indignado!
A dançar com o demónio,
A gargalhar desdenhosamente.
A causar o pandemónio,
Enquanto sorrio carinhosamente.
Rituais, rezas, estrelas e números demoníacos...
Inutilidades para chamar a atenção.
Quando para ser idiota,
Apenas basta um sorriso com segunda intenção.
Vamos todos agir mal,
Vamos todos ser o pior que pudermos!
Vamos agir o pior possível,
Magoar toda a gente que quisermos!
Vamos dar um motivo para o inferno sorrir!
Vamos fazer mais um ou dois anjos cair.
Vamos quebrar esta triste monotonia,
Vamos criar caos com a mais perfeita alegria!
E não venham os puristas
Criticar-me por ter falado no Diabo
Deixem as minhas fixações em paz.
Cada um faz o que faz,
Cada um escreve o que escreve,
Cada um pensa o que pensa.
Não quero saber se vou para o inferno ou para o paraíso,
Pois nenhum deles existe.
Deixem-se de ideias parvas!
Apenas ganhem juízo.
Deus são vocês,
Diabo são vocês,
O céu somos nós
Assim como somos o inferno.
Tudo depende das nossas acções
Todo o mal vem dos nossos próprios corações.
Wednesday, December 17, 2008
Life is the answer
Ask me how's my life...
I'll ask what is life.
What are we doing here?
What am I doing here?
Everything is just too uncertain.
What is this we're living?
What's even living?
Are we here for something special?
Or the only point in life is just plain breathing?
Tell me, don't ignore my ignorance
Explain me what I'm doing
Am I loving for the wrong reasons
Or hating for the right ones?
Tell me where has my logic ran to
Give me answers! Just one or two...
Clear my mind of my own thoughts
Fill them with something I don't have to understand...
I just want to believe.
A blank.
White.
Vague memories of a life...
Where my mind has been before,
Where it will never be again.
Where my heart beats forever sore...
Where it just beats asking for something more.
Give me the Answer.
Give me Life.
I'll ask what is life.
What are we doing here?
What am I doing here?
Everything is just too uncertain.
What is this we're living?
What's even living?
Are we here for something special?
Or the only point in life is just plain breathing?
Tell me, don't ignore my ignorance
Explain me what I'm doing
Am I loving for the wrong reasons
Or hating for the right ones?
Tell me where has my logic ran to
Give me answers! Just one or two...
Clear my mind of my own thoughts
Fill them with something I don't have to understand...
I just want to believe.
A blank.
White.
Vague memories of a life...
Where my mind has been before,
Where it will never be again.
Where my heart beats forever sore...
Where it just beats asking for something more.
Give me the Answer.
Give me Life.
Tuesday, December 9, 2008
Cada alma é diferente
Pássaros, arco-íris, flores dum belo jardim...
Sim, são coisas interessantes.
Doces para os nossos olhos vagueantes,
Mas não significam nada para mim.
Qual o mal de gostar da chuva?
De tristes dias cinzentos?...
Cada um aprecia o que lhe faz sentido
Cada um vive de forma própria os seus sentimentos.
Proíbam-me de gostar de preto,
De amar a inebriante sombra dum canto...
Desafio-vos a tirar-me isso.
Se tenho liberdade de expressão,
Porque não posso ter também liberdade de sentimento?
E silêncio! Tudo contra o silêncio!
Porquê?!
Doce silêncio, a calma do pensar
Sem ninguém a contrariar;
Sem ninguém a escarnecer;
Sem ninguém a quem indignar;
Sem ninguém para nos fazer sofrer.
Deixem-me gostar do que gosto!
Será que incomodo alguém?
Deixem-me rir-me sozinho,
Deixem-me estar abraçado a ninguém.
Não se queixem dos meus interesses.
Olhem para vocês próprios.
Se eu digo que sou feliz,
Porque não podem acreditar?
A felicidade é relativa!
É um conceito diferente em cada diferente pensar.
Cada um tem a sua forma de sofrer,
Cada um a sua forma de amar.
Cada alma com a sua sombra,
Cada alma com a sua luz...
A realidade que a uns assombra,
Para outros pode ser a única que reluz.
Sim, são coisas interessantes.
Doces para os nossos olhos vagueantes,
Mas não significam nada para mim.
Qual o mal de gostar da chuva?
De tristes dias cinzentos?...
Cada um aprecia o que lhe faz sentido
Cada um vive de forma própria os seus sentimentos.
Proíbam-me de gostar de preto,
De amar a inebriante sombra dum canto...
Desafio-vos a tirar-me isso.
Se tenho liberdade de expressão,
Porque não posso ter também liberdade de sentimento?
E silêncio! Tudo contra o silêncio!
Porquê?!
Doce silêncio, a calma do pensar
Sem ninguém a contrariar;
Sem ninguém a escarnecer;
Sem ninguém a quem indignar;
Sem ninguém para nos fazer sofrer.
Deixem-me gostar do que gosto!
Será que incomodo alguém?
Deixem-me rir-me sozinho,
Deixem-me estar abraçado a ninguém.
Não se queixem dos meus interesses.
Olhem para vocês próprios.
Se eu digo que sou feliz,
Porque não podem acreditar?
A felicidade é relativa!
É um conceito diferente em cada diferente pensar.
Cada um tem a sua forma de sofrer,
Cada um a sua forma de amar.
Cada alma com a sua sombra,
Cada alma com a sua luz...
A realidade que a uns assombra,
Para outros pode ser a única que reluz.
Sunday, November 30, 2008
Hipocrisia. Falso orgulho. Linda bipolaridade! Bah, mundo idiótico!
Estar feliz...
Ah eu estou.
Tristeza.
Como a abraço!
Rio-me às gargalhadas da minha tristeza
E choro... Consequência da ténue felicidade.
Ai a minha doce perfeição...
Qual perfeição qual quê?
Só sou perfeito no exagero dos meus defeitos.
Não tenho mérito por nada do que faço
Tenho apenas sorte por me conseguir safar
Apesar da minha imensa preguiça...
Tenho preguiça
Preguiça de viver!
Porquê?
Porque tenho que ser assim?!
Porque será que tenho tanto orgulho no que sou
Mas quero tanto mudá-lo?
Porquê?
Porquê!?
PORQUÊ!?
Mundo idiótico!
Gira à minha volta se é esse o teu desejo.
Mas pára de perturbar a minha própria rotação!
Porque é que me odeio!?
Porque é que me adoro!?
Não posso só gostar!?
Meu Deus, até me ficava por odiar se assim fosse preciso
Mas parem de me baralhar!
Hehe tenho pena de quem lê estes devaneios...
Tanto ódio e rancor
A percorrer cada letra como se fosse uma e outra veia.
Artérias para o melancolismo!
Só me quero gargalhar deste reflexo de mim.
Um ha
outro ha
mais um ha
Fica tudo tão perfeito
Negridão divertida!
Fechar-me num recanto obscuro a ver o preto dançar
Sentir lágrimas escorrerem...
Sabem bem!
Chamem-me emo
Chamem-me triste
Chamem-me disparatado,
Exagerado, idiota.
Chamam-me o que diabo bem entenderem!
Sei que não o sou.
No fundo sou nada
Um nada inútil e deprimente.
Cala-te mundo!
Calem-se todos!
Cala-te meu reflexo...
Cala-te minha alma.
Quero silêncio.
Ah eu estou.
Tristeza.
Como a abraço!
Rio-me às gargalhadas da minha tristeza
E choro... Consequência da ténue felicidade.
Ai a minha doce perfeição...
Qual perfeição qual quê?
Só sou perfeito no exagero dos meus defeitos.
Não tenho mérito por nada do que faço
Tenho apenas sorte por me conseguir safar
Apesar da minha imensa preguiça...
Tenho preguiça
Preguiça de viver!
Porquê?
Porque tenho que ser assim?!
Porque será que tenho tanto orgulho no que sou
Mas quero tanto mudá-lo?
Porquê?
Porquê!?
PORQUÊ!?
Mundo idiótico!
Gira à minha volta se é esse o teu desejo.
Mas pára de perturbar a minha própria rotação!
Porque é que me odeio!?
Porque é que me adoro!?
Não posso só gostar!?
Meu Deus, até me ficava por odiar se assim fosse preciso
Mas parem de me baralhar!
Hehe tenho pena de quem lê estes devaneios...
Tanto ódio e rancor
A percorrer cada letra como se fosse uma e outra veia.
Artérias para o melancolismo!
Só me quero gargalhar deste reflexo de mim.
Um ha
outro ha
mais um ha
Fica tudo tão perfeito
Negridão divertida!
Fechar-me num recanto obscuro a ver o preto dançar
Sentir lágrimas escorrerem...
Sabem bem!
Chamem-me emo
Chamem-me triste
Chamem-me disparatado,
Exagerado, idiota.
Chamam-me o que diabo bem entenderem!
Sei que não o sou.
No fundo sou nada
Um nada inútil e deprimente.
Cala-te mundo!
Calem-se todos!
Cala-te meu reflexo...
Cala-te minha alma.
Quero silêncio.
Tuesday, November 25, 2008
Desabafo intelectual
Não sei
Pensarei nisso
Tal como penso em tudo na vida
Tal como remexo a minha alma pelas razões mais simples e inúteis
Não sei
Pensarei nisso
Tal como penso em tudo o que me rodeia
Tal como remexo as almas perdidas nas amizades anteriores
Não sei
Pensarei nisso
Tal como reflicto sobre reflectir
Mil Diabos! Tal como até no próprio respirar penso!
Talvez
Já pensei um pouco
O que diabos é pensar?
Bah, turbilhões de ideias a girar na minha pobre cabeça
Quero pensar?
E viver?
Não sei.
Pensarei nisso.
Pensarei nisso
Tal como penso em tudo na vida
Tal como remexo a minha alma pelas razões mais simples e inúteis
Não sei
Pensarei nisso
Tal como penso em tudo o que me rodeia
Tal como remexo as almas perdidas nas amizades anteriores
Não sei
Pensarei nisso
Tal como reflicto sobre reflectir
Mil Diabos! Tal como até no próprio respirar penso!
Talvez
Já pensei um pouco
O que diabos é pensar?
Bah, turbilhões de ideias a girar na minha pobre cabeça
Quero pensar?
E viver?
Não sei.
Pensarei nisso.
Monday, November 24, 2008
Crítica ao sonho
"Vida sem sonhos não é vida"
Bah! Não é?
Acordem! Viver não é sonhar.
Viver é viver!
Sonhar não é viver!
Faz parte da vida,
Mas não é viver.
Sonhar é quando dormimos!
Quando pausamos da vida.
Deixem o sonho para a noite,
E a vida para o dia.
Vida sem sonhos é certamente vida!
É viver, sem dúvida.
Será viver bem?
Isso já não posso garantir.
Mas sonhar não é viver,
É da vida fugir.
E revoltam-se contra mim.
E perguntam-se porque é que não tenho sonhos.
Pois não tenho. Tenho é ambições.
Sonhos? Esses talvez os tenha...
Mas quando abro as pálpebras de manhã já há muito se desvaneceram.
E sabem? Fico contente com isso.
Sonhar que fique para a noite.
De dia contento-me em viver.
Querem sonhos? Sonhem-nos vocês
Sonhos tornados realidade?
Não existem.
Um sonho tornado realidade seria todos nós adormecermos,
E sonhar esse mesmo sonho.
Pois um sonho tornado realidade seria o mesmo,
Que a realidade se tornar sonho.
Para se tornar realidade, existem perspectivas
E ambições diversas.
Anseios de mudança provindos de mentes dispersas.
Esses é que se concretizam, se tornam realidade,
Os sonhos, esses ficam para a escuridão tardia.
Aliás, um sonho tornado realidade para uns,
Seria certamente pesadelo para outros, não é assim?
Pois que afastem as fadas essas varinhas de condão de mim!
Concretizem sonhos nos recantos do inferno.
Deixem o mundo para quem age!
Não para quem sonha.
Bah! Não é?
Acordem! Viver não é sonhar.
Viver é viver!
Sonhar não é viver!
Faz parte da vida,
Mas não é viver.
Sonhar é quando dormimos!
Quando pausamos da vida.
Deixem o sonho para a noite,
E a vida para o dia.
Vida sem sonhos é certamente vida!
É viver, sem dúvida.
Será viver bem?
Isso já não posso garantir.
Mas sonhar não é viver,
É da vida fugir.
E revoltam-se contra mim.
E perguntam-se porque é que não tenho sonhos.
Pois não tenho. Tenho é ambições.
Sonhos? Esses talvez os tenha...
Mas quando abro as pálpebras de manhã já há muito se desvaneceram.
E sabem? Fico contente com isso.
Sonhar que fique para a noite.
De dia contento-me em viver.
Querem sonhos? Sonhem-nos vocês
Sonhos tornados realidade?
Não existem.
Um sonho tornado realidade seria todos nós adormecermos,
E sonhar esse mesmo sonho.
Pois um sonho tornado realidade seria o mesmo,
Que a realidade se tornar sonho.
Para se tornar realidade, existem perspectivas
E ambições diversas.
Anseios de mudança provindos de mentes dispersas.
Esses é que se concretizam, se tornam realidade,
Os sonhos, esses ficam para a escuridão tardia.
Aliás, um sonho tornado realidade para uns,
Seria certamente pesadelo para outros, não é assim?
Pois que afastem as fadas essas varinhas de condão de mim!
Concretizem sonhos nos recantos do inferno.
Deixem o mundo para quem age!
Não para quem sonha.
Thursday, November 13, 2008
Pequeno rascunho sobre a felicidade
A felicidade é tímida
Tem vergonha de aparecer
Demora tanto a surgir
Que nos faz enraivecer
Que perca então a vergonha
Essa casmurra felicidade
Amada por tanta gente
Mas não acredita nessa verdade
Vem ténue felicidade
Iluminar nossos corações
Tira a tristeza desta realidade
Que tira o ritmo às canções
Que coisas pequenas
Tenham grande significado
Que uma pequena felicidade
Deixe um coração grandemente iluminado
Tem vergonha de aparecer
Demora tanto a surgir
Que nos faz enraivecer
Que perca então a vergonha
Essa casmurra felicidade
Amada por tanta gente
Mas não acredita nessa verdade
Vem ténue felicidade
Iluminar nossos corações
Tira a tristeza desta realidade
Que tira o ritmo às canções
Que coisas pequenas
Tenham grande significado
Que uma pequena felicidade
Deixe um coração grandemente iluminado
Friday, November 7, 2008
A Sintonia do Paradoxal - Estilhaços duma negra perfeição
Esquerda, direita, para onde olhar?...
Olhos postos num chão que foge do nosso pisar.
Fissuras profundas abrindo na nossa mente,
A realidade vira-se contra a realidade fazendo da realidade algo surpreendente.
Ah, doce monotonia da perfeição!
Deves pensar que controlas o meu coração!
Queres prender-me às correntes da diferença e distinção?
Haha, pois eu digo NÃO!
CIMA
BAIXO
Para onde olhar!?
Cada passo que dou estou a desesperar!
BAIXO
CIMA
Podre céu cinzento!
Cais-me por cima e pensas que escapas isento!
ESQUERDA
DIREITA
Onde está a profundidade?
O que parece tão perto é inalcançável na realidade...
DIREITA
ESQUERDA
Está a vida quebrada,
Queria tudo ser diferente mas a diferença foi estilhaçada!
GRITA
VOCIFERA
Ignora toda a ordem!!
Chama mil demónios e causa tu a desordem!
SALTA DE ALEGRIA
RI-TE PELA TRISTEZA
Faz o que ninguém alguma vez faria:
Chama à morte de beleza!
CORRE
VOA
Dirige-te ao nada!
As musas foram mortas e toda a inspiração está esgotada!
MATA
MORRE
Aniquila o pensamento!
De que vale reflectir se nunca vivemos o momento!?
AGUENTA
RESISTE
Persegue o que nunca perseguiste!
Não vale a pena viver se nunca na vida sorriste!
CONTRARIA
SÊ UM PARADOXO
Deixa de ser um alvo a matar...
Pega na tua arma e passa a ser tu a caçar!
NÃO!
DESISTE!
Deixa o teu destino em branco...
Ninguém te pode castigar se nunca exististe.
JÁ CHEGA
ACABOU...
O mundo que tentaste salvar...
Acabou agora mesmo de desmoronar.
É silêncio,
E barulho da chuva...
O nada depois da loucura.
E agora a única coisa que perdura,
É uma falsa sintonia
Chamada antes de paradoxal.
Uma profunda agonia:
Sente-se agora o que é o Real.
---------
E então quebra-se assim a sintonia...
Nada do que é lógico permanece para sempre paradoxal.
Pois tudo o que simplesmente parece irreal,
Muito raramente demonstra não ser tal...
Ser lógico não é ser diferente,
Nem de perto ser igual.
Ser lógico é sermos nós,
Pois nós somos a lógica do real.
---------
Fim da Sintonia do Paradoxal
Olhos postos num chão que foge do nosso pisar.
Fissuras profundas abrindo na nossa mente,
A realidade vira-se contra a realidade fazendo da realidade algo surpreendente.
Ah, doce monotonia da perfeição!
Deves pensar que controlas o meu coração!
Queres prender-me às correntes da diferença e distinção?
Haha, pois eu digo NÃO!
CIMA
BAIXO
Para onde olhar!?
Cada passo que dou estou a desesperar!
BAIXO
CIMA
Podre céu cinzento!
Cais-me por cima e pensas que escapas isento!
ESQUERDA
DIREITA
Onde está a profundidade?
O que parece tão perto é inalcançável na realidade...
DIREITA
ESQUERDA
Está a vida quebrada,
Queria tudo ser diferente mas a diferença foi estilhaçada!
GRITA
VOCIFERA
Ignora toda a ordem!!
Chama mil demónios e causa tu a desordem!
SALTA DE ALEGRIA
RI-TE PELA TRISTEZA
Faz o que ninguém alguma vez faria:
Chama à morte de beleza!
CORRE
VOA
Dirige-te ao nada!
As musas foram mortas e toda a inspiração está esgotada!
MATA
MORRE
Aniquila o pensamento!
De que vale reflectir se nunca vivemos o momento!?
AGUENTA
RESISTE
Persegue o que nunca perseguiste!
Não vale a pena viver se nunca na vida sorriste!
CONTRARIA
SÊ UM PARADOXO
Deixa de ser um alvo a matar...
Pega na tua arma e passa a ser tu a caçar!
NÃO!
DESISTE!
Deixa o teu destino em branco...
Ninguém te pode castigar se nunca exististe.
JÁ CHEGA
ACABOU...
O mundo que tentaste salvar...
Acabou agora mesmo de desmoronar.
É silêncio,
E barulho da chuva...
O nada depois da loucura.
E agora a única coisa que perdura,
É uma falsa sintonia
Chamada antes de paradoxal.
Uma profunda agonia:
Sente-se agora o que é o Real.
---------
E então quebra-se assim a sintonia...
Nada do que é lógico permanece para sempre paradoxal.
Pois tudo o que simplesmente parece irreal,
Muito raramente demonstra não ser tal...
Ser lógico não é ser diferente,
Nem de perto ser igual.
Ser lógico é sermos nós,
Pois nós somos a lógica do real.
---------
Fim da Sintonia do Paradoxal
Tuesday, October 28, 2008
A Sintonia do Paradoxal - Turbulência Mental
Reinando as trevas da pacífica monotonia,
A calma inebriante deixava a desejar...
Aquela envolvente sintonia,
Já não é capaz de se aguentar...
Nas mentes mais despertas,
Apareceu uma vontade de mudar...
Diferir das características incertas,
De quem só se quer evidenciar.
No entanto o problema era confuso,
Não se via qualquer razão
Para se tornar tão raro o silêncio antes profuso,
E a paz se transformar em preocupação.
O raciocínio tornou-se turbulento,
Com ódios ocultos a penetrar
A mais profunda raiz do pensamento,
Deixando-nos com vontade de gritar.
Qual será o mal da vida perfeita,
Da melodia simples da diferença?!
Porque se terá tornado a felicidade tão rarefeita,
Quando a presença dela antes era tão intensa?
Sentimos vontade de lutar,
Sem saber bem o que é vencer...
Sentimos vontade de mudar,
Mas não sabemos que mudança fazer.
Acabamos deixando-nos levar por essa turbulência,
Que insiste em nos embalar...
Mantemos apenas a aparência,
De quem nunca na vida quererá mudar.
---------
Nem a própria perfeição dura toda a eternidade
Há sempre problemas por resolver
Honestamente, nenhuma perfeição é realidade
Pois esta acaba sempre por se inverter
---------
A calma inebriante deixava a desejar...
Aquela envolvente sintonia,
Já não é capaz de se aguentar...
Nas mentes mais despertas,
Apareceu uma vontade de mudar...
Diferir das características incertas,
De quem só se quer evidenciar.
No entanto o problema era confuso,
Não se via qualquer razão
Para se tornar tão raro o silêncio antes profuso,
E a paz se transformar em preocupação.
O raciocínio tornou-se turbulento,
Com ódios ocultos a penetrar
A mais profunda raiz do pensamento,
Deixando-nos com vontade de gritar.
Qual será o mal da vida perfeita,
Da melodia simples da diferença?!
Porque se terá tornado a felicidade tão rarefeita,
Quando a presença dela antes era tão intensa?
Sentimos vontade de lutar,
Sem saber bem o que é vencer...
Sentimos vontade de mudar,
Mas não sabemos que mudança fazer.
Acabamos deixando-nos levar por essa turbulência,
Que insiste em nos embalar...
Mantemos apenas a aparência,
De quem nunca na vida quererá mudar.
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Nem a própria perfeição dura toda a eternidade
Há sempre problemas por resolver
Honestamente, nenhuma perfeição é realidade
Pois esta acaba sempre por se inverter
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Friday, October 24, 2008
A Sintonia do Paradoxal - Tempos de equilíbrio
No distante começo...
Tudo está equilibrado...
Nada na alma tem o seu preço,
Pois está satisfeito todo o necessitado.
Satisfeitas estão as almas de essência,
Que pedem sempre mais diversidade.
Não exigem mais diferença,
Pois satisfizeram toda a curiosidade.
Sente-se a calma palpável...
Aquela paz puramente surreal.
Pois cada um se abraça saudável,
Repleto de insanidade mental.
São tempos de equilíbrio do real...
A contrariedade lindamente balançada.
É a união da lógica ao paradoxal...
A sensação duma loucura realizada.
Baniu-se o ordinário,
E a busca por ele...
Passou-se a amar todo o contrário,
E a seguir as leis dele.
É o início da nova era,
A era do paradoxal.
Em que o comum é uma triste fera,
A ser eliminada do real.
É o amor pela diferença,
O sofrer de forma invertida...
É ver coerência,
Nos próprios erros da vida!
É sentir a escuridão,
Das estrelas mais brilhantes
E alcançá-las com a mão,
Mesmo estando absurdamente distantes.
A própria sintonia deste paradoxal,
É o maravilhoso exagero do incomum...
O equilíbrio não é imparcial,
É na verdade a falta de balanço algum.
---------
Pergunto-me em que dia
Perderemos a sintonia
Em que morreremos às mãos da vulgaridade
Chorando a falta de disparidade
---------
Tudo está equilibrado...
Nada na alma tem o seu preço,
Pois está satisfeito todo o necessitado.
Satisfeitas estão as almas de essência,
Que pedem sempre mais diversidade.
Não exigem mais diferença,
Pois satisfizeram toda a curiosidade.
Sente-se a calma palpável...
Aquela paz puramente surreal.
Pois cada um se abraça saudável,
Repleto de insanidade mental.
São tempos de equilíbrio do real...
A contrariedade lindamente balançada.
É a união da lógica ao paradoxal...
A sensação duma loucura realizada.
Baniu-se o ordinário,
E a busca por ele...
Passou-se a amar todo o contrário,
E a seguir as leis dele.
É o início da nova era,
A era do paradoxal.
Em que o comum é uma triste fera,
A ser eliminada do real.
É o amor pela diferença,
O sofrer de forma invertida...
É ver coerência,
Nos próprios erros da vida!
É sentir a escuridão,
Das estrelas mais brilhantes
E alcançá-las com a mão,
Mesmo estando absurdamente distantes.
A própria sintonia deste paradoxal,
É o maravilhoso exagero do incomum...
O equilíbrio não é imparcial,
É na verdade a falta de balanço algum.
---------
Pergunto-me em que dia
Perderemos a sintonia
Em que morreremos às mãos da vulgaridade
Chorando a falta de disparidade
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Monday, October 20, 2008
A epicidade da arrogância. Sintonia do Paradoxal
Fantasmas vivos a olhar para o vazio
Sombras escuras a prolongar o frio
Somos zeros num mundo numeral
Somos sempre o nada mas no fundo o total
Somos aqueles que mudam o mundo
Que tornam tão chocante a nossa história
Somos Deuses bem lá no fundo
Somos a morte da nossa própria glória
Somos os paradoxos do orgulho!
Contrariamos a sensação do geral
Diferimos de todo este entulho
Fazendo o que não é normal
Rimo-nos do que é desolador
E choramos da alheia felicidade
Somos cavaleiros contra o amor
Aniquiladores da linda verdade
Somos a elite que não é real
Não existimos nem somos paranormal
Somos simples vácuos de sanidade mental
Existentes na noção de intemporal
Não somos contrariedades:
Somos o próprio ego destas
Existimos com diferentes personalidades
Mas todos com intenções funestas
Somos o balanço entre tudo e nada
Somos a defesa contra a monotonia
Somos reis da realidade enganada
Somos do paradoxal a sintonia
Sombras escuras a prolongar o frio
Somos zeros num mundo numeral
Somos sempre o nada mas no fundo o total
Somos aqueles que mudam o mundo
Que tornam tão chocante a nossa história
Somos Deuses bem lá no fundo
Somos a morte da nossa própria glória
Somos os paradoxos do orgulho!
Contrariamos a sensação do geral
Diferimos de todo este entulho
Fazendo o que não é normal
Rimo-nos do que é desolador
E choramos da alheia felicidade
Somos cavaleiros contra o amor
Aniquiladores da linda verdade
Somos a elite que não é real
Não existimos nem somos paranormal
Somos simples vácuos de sanidade mental
Existentes na noção de intemporal
Não somos contrariedades:
Somos o próprio ego destas
Existimos com diferentes personalidades
Mas todos com intenções funestas
Somos o balanço entre tudo e nada
Somos a defesa contra a monotonia
Somos reis da realidade enganada
Somos do paradoxal a sintonia
Friday, October 17, 2008
Uma sensação de errado. Poema confuso resultante da minha confusão mental
Aquele frio da incorrecção
Esfriou a minha mente
Estava tudo bem no meu coração
Mas o errado estava inerente
Olhei para ambas as direcções
Nada vi senão bem
Escutei todas as canções
Que o abrasivo tempo tem
Escondido estava algures
O pedaço de mentira que me escapava
Mas no meio de nenhures
Era o único sítio onde procurava
Correntes de pensamentos
Fugiam rapidamente
Gritos violentos
Tornavam-me irreverente
O que estava ao espelho não era eu
Mas sim uma qualquer preocupação
Um nervosismo que não era meu
Mas sim nascido da divagação
O errado tinha-se apoderado de mim
Tornando-me também errado
Não devia ter sido assim
Não estava destinado
A conclusão a que vim
Foi que eu apenas estava enganado
O errado não era verdade
Era apenas um correcto dissimulado
Esfriou a minha mente
Estava tudo bem no meu coração
Mas o errado estava inerente
Olhei para ambas as direcções
Nada vi senão bem
Escutei todas as canções
Que o abrasivo tempo tem
Escondido estava algures
O pedaço de mentira que me escapava
Mas no meio de nenhures
Era o único sítio onde procurava
Correntes de pensamentos
Fugiam rapidamente
Gritos violentos
Tornavam-me irreverente
O que estava ao espelho não era eu
Mas sim uma qualquer preocupação
Um nervosismo que não era meu
Mas sim nascido da divagação
O errado tinha-se apoderado de mim
Tornando-me também errado
Não devia ter sido assim
Não estava destinado
A conclusão a que vim
Foi que eu apenas estava enganado
O errado não era verdade
Era apenas um correcto dissimulado
Wednesday, October 8, 2008
Seis passos para a bela perdição
Um
Começa a algazarra
Correntes de idiotice
Explodindo sem fim
Criando ainda mais imundice
Dois
Alastra ao centro
Corrompe todas as mentes despertas
Pinta-te negro por dentro
Torna-te as esperanças incertas
Três
Não sabes que fazer
A loucura é demasiada
Não consegues nem ver
Essa tua escapatória disfarçada
Quatro
O pior já passou
Ou será que está para vir?
Pois agora não sabes o que se estragou
Nem fazes ideia do que estás a sentir
Cinco
Perdeste-te no obscuro
Não podes escapar
Estás preso na lógica
E agora não a podes contrariar
Seis
Acabou tudo
Desiste da tua mente
Abre-te à escuridão
E a sua beleza sente.
Começa a algazarra
Correntes de idiotice
Explodindo sem fim
Criando ainda mais imundice
Dois
Alastra ao centro
Corrompe todas as mentes despertas
Pinta-te negro por dentro
Torna-te as esperanças incertas
Três
Não sabes que fazer
A loucura é demasiada
Não consegues nem ver
Essa tua escapatória disfarçada
Quatro
O pior já passou
Ou será que está para vir?
Pois agora não sabes o que se estragou
Nem fazes ideia do que estás a sentir
Cinco
Perdeste-te no obscuro
Não podes escapar
Estás preso na lógica
E agora não a podes contrariar
Seis
Acabou tudo
Desiste da tua mente
Abre-te à escuridão
E a sua beleza sente.
Tuesday, September 30, 2008
A minha certeza existencial. A prova de que um poeta escreve melhor sobre o que duvida do que sobre o que tem absoluta certeza.
A vida não tem significado,
Não passa de uma linha de tempo orgânica.
Somos nós que temos que encontrar o próprio sentido da vida,
Se queremos que ela signifique algo.
A vida é pura ciência,
Sem espectro de espiritualidade.
Hoje em dia peca pela decadência,
De toda e qualquer moralidade...
Nascemos sem destino,
Não temos lugar certo no mundo...
Está nas nossas mãos moldar a existência em torno de nós,
E deixar a nossa marca.
Na vida, na realidade, no que chamamos a existência,
Tudo é completamente mecânico...
Catástrofes, reacções em cadeia, as relações do viver e sua essência,
E a ausência de rumo certo... Tudo noções de mesmo campo semântico.
Não existe céu, como não há inferno,
Nem Deus, nem anjos nem coisas que tais...
Não há alma, apenas devaneios,
Os nossos pensamentos e as nossas acções,
E dessas as suas consequências.
E se não tivessem ocorrido,
Tudo correria de forma diferente.
Pois não existe destino...
Depende tudo de nós,
Somos donos do nosso caminho,
E da nossa existência somos a voz.
Não passa de uma linha de tempo orgânica.
Somos nós que temos que encontrar o próprio sentido da vida,
Se queremos que ela signifique algo.
A vida é pura ciência,
Sem espectro de espiritualidade.
Hoje em dia peca pela decadência,
De toda e qualquer moralidade...
Nascemos sem destino,
Não temos lugar certo no mundo...
Está nas nossas mãos moldar a existência em torno de nós,
E deixar a nossa marca.
Na vida, na realidade, no que chamamos a existência,
Tudo é completamente mecânico...
Catástrofes, reacções em cadeia, as relações do viver e sua essência,
E a ausência de rumo certo... Tudo noções de mesmo campo semântico.
Não existe céu, como não há inferno,
Nem Deus, nem anjos nem coisas que tais...
Não há alma, apenas devaneios,
Os nossos pensamentos e as nossas acções,
E dessas as suas consequências.
E se não tivessem ocorrido,
Tudo correria de forma diferente.
Pois não existe destino...
Depende tudo de nós,
Somos donos do nosso caminho,
E da nossa existência somos a voz.
Friday, September 26, 2008
Incerteza
O que é a vida,
Se o tempo é relativo?
O que são limites,
Se o equilíbrio pode ser pejorativo?
Tudo na vida é incerto,
Até a própria incerteza...
Até o contentamento mais directo,
Pode esconder grande tristeza.
As fronteiras do real,
Estão palidamente difusas.
Qualquer coisa especial,
Cria reacções confusas.
Já não se pode confiar,
No que fazemos com certeza...
Acabamos por provocar,
Desastres por surpresa!
Ódios repentinos,
Sem destino especial...
Por amigos fidedignos,
Sentes raiva descomunal!
O que acreditas desaparece,
Deixando dúvidas vagueando...
A manhã entardece,
Ficando o dia dispersando.
Os opostos se repelem,
Criando perfeitas catástrofes...
Fazendo com que realidades se revelem,
Autênticas anástrofes.
Tudo o que fazemos por bem,
Se reflecte de maneira infernal...
Aquilo que à nossa mente vem.
Raras vezes é ideal.
Ideias são ignoradas,
Para dar voz à incerteza...
Louvores a mais se dá,
Do coração à sua beleza!
Amor é inexistente,
Sombra de pensamentos irreais...
É tudo um truque da mente,
Para nos obrigar a sofrer demais!
Sentido de ética é noção,
Perfeitamente irracional...
O que interessa é a relação,
Que temos com o essencial.
Constantes são certezas falsas,
Servem apenas para enganar...
Como aquelas qualidades que realças,
Só lá estão para disfarçar
Verdades horrendas que iludes,
Prontas para se demonstrarem...
Quando as tristezas mais rudes,
Com força se revelarem.
A única constante honesta,
É a certeza da incerteza.
Pois é sentimento que infesta,
A nossa alma com frieza.
Se o tempo é relativo?
O que são limites,
Se o equilíbrio pode ser pejorativo?
Tudo na vida é incerto,
Até a própria incerteza...
Até o contentamento mais directo,
Pode esconder grande tristeza.
As fronteiras do real,
Estão palidamente difusas.
Qualquer coisa especial,
Cria reacções confusas.
Já não se pode confiar,
No que fazemos com certeza...
Acabamos por provocar,
Desastres por surpresa!
Ódios repentinos,
Sem destino especial...
Por amigos fidedignos,
Sentes raiva descomunal!
O que acreditas desaparece,
Deixando dúvidas vagueando...
A manhã entardece,
Ficando o dia dispersando.
Os opostos se repelem,
Criando perfeitas catástrofes...
Fazendo com que realidades se revelem,
Autênticas anástrofes.
Tudo o que fazemos por bem,
Se reflecte de maneira infernal...
Aquilo que à nossa mente vem.
Raras vezes é ideal.
Ideias são ignoradas,
Para dar voz à incerteza...
Louvores a mais se dá,
Do coração à sua beleza!
Amor é inexistente,
Sombra de pensamentos irreais...
É tudo um truque da mente,
Para nos obrigar a sofrer demais!
Sentido de ética é noção,
Perfeitamente irracional...
O que interessa é a relação,
Que temos com o essencial.
Constantes são certezas falsas,
Servem apenas para enganar...
Como aquelas qualidades que realças,
Só lá estão para disfarçar
Verdades horrendas que iludes,
Prontas para se demonstrarem...
Quando as tristezas mais rudes,
Com força se revelarem.
A única constante honesta,
É a certeza da incerteza.
Pois é sentimento que infesta,
A nossa alma com frieza.
Tuesday, September 23, 2008
A individualidade é relativa
Até ao dia em que reconheçam
A minha verdadeira essência,
Ainda muitas palavras sangrarão,
E inutilidades serão proferidas sem prudência.
Pois eu não sou um,
Sou a mistura de vários.
Não sou único,
Sou complexas variedades de individualidade.
Sou uma estranheza intrinsecamente desviada,
Das comuns regras da normalidade...
Sou a mais correcta honestidade,
Com pura ausência de seriedade.
Brinco com a minha existência,
E gozo com os meus defeitos...
Adoro a minha falta de coerência,
E os meus discursos perfeitos!
Adoro contradizer-me,
E ser hipócrita pelas minhas crenças;
Amo combater-me,
E criar as minhas próprias desavenças.
Sou mestre da ignorância,
Dono de zero razão!
Pois só dou importância,
Ao que me causa desatenção!
Ser bom agora é normal...
E o normal aborrece demais...
Corajosos são inúteis,
Já existem heróis a mais!
Chocar é entediante,
Já demasiados o tentaram fazer.
Ser diferente é relativo,
Depende das diferenças que queremos acolher.
Sou diferente da própria diferença,
Tenho a vantagem de poder sempre variar.
No entanto tenho a sentença,
Do resto do mundo me ignorar...
A minha verdadeira essência,
Ainda muitas palavras sangrarão,
E inutilidades serão proferidas sem prudência.
Pois eu não sou um,
Sou a mistura de vários.
Não sou único,
Sou complexas variedades de individualidade.
Sou uma estranheza intrinsecamente desviada,
Das comuns regras da normalidade...
Sou a mais correcta honestidade,
Com pura ausência de seriedade.
Brinco com a minha existência,
E gozo com os meus defeitos...
Adoro a minha falta de coerência,
E os meus discursos perfeitos!
Adoro contradizer-me,
E ser hipócrita pelas minhas crenças;
Amo combater-me,
E criar as minhas próprias desavenças.
Sou mestre da ignorância,
Dono de zero razão!
Pois só dou importância,
Ao que me causa desatenção!
Ser bom agora é normal...
E o normal aborrece demais...
Corajosos são inúteis,
Já existem heróis a mais!
Chocar é entediante,
Já demasiados o tentaram fazer.
Ser diferente é relativo,
Depende das diferenças que queremos acolher.
Sou diferente da própria diferença,
Tenho a vantagem de poder sempre variar.
No entanto tenho a sentença,
Do resto do mundo me ignorar...
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